AdventureBlog... a little about myself...

.: sábado, dezembro 27, 2003 :.

Nossa.. já faz quase um mês que eu não atualizo meu blog, vamos lá então...

Depois da VIVO MTB Racing, fui fazendo o apoio da galera que fez o I Desafio CAB SP-RJ no final de Semana de 06 e 07/12, no dia 14 fizemos uma pedalada pela Juréia e no dia 21 tentei pedalar em Paraty mas não deu certo...

Comentando individualmente cada evento, vamos começar pelo mês de Dezembro... esse mês foi um mês muuuito punk para mim, muita correria na loja, na Hai tb, muitos acontecimentos e pouquíssimo tempo para me dedicar a atividades extra-curriculares...

Depois da Vivo MTB Racing, a galera do CAB resolveu fazer um pedal entre SP-RJ, que foi chamado Desafio SP-RJ, o objetivo era fazer um pedal entre SP Capital e RJ Capital, fizemos uma reunião no meio da semana para definir os detalhes e finalizar os objetivos.

Eu, como ainda não estou confiante no meu joelho, sugerí que fosse dirigindo o Carro de Apoio (Gentilmente cedido pelo Edy, uma Ranger Diesel Cabine Dupla ). Juntamos os bikers dispostos e lá fomos nós.

I DESAFIO CAB SP-RJ - 06 e 07/12

Na Saída eramos 15 bikers e eu de apoio, saímos de Ribeirão Pires (Oficina do Leori) a exatas 1:37, fomos até Suzano pela Rod. Indio Tibiriçá, onde num certo trecho dividimos os grupos, Speedeiros pelo Asfalto e MTBikers por um atalho numa estradinha de terra.

(Speedeiros - Ciclistas que pedalam de Bicicletas Estradeiras, de asfalto, estilo as antigas Caloi 10)
(MTBikers - Ciclistas que pedalam Bicicletas de Trilha, normalmente chamadas de Mountain Bikes ou MTBs)

Logo em seguida eu, seguindo os Speedeiros, recebo uma ligação ( UAAAAU minha primeira missão !!! - Pensei eu... sem maldades..) , era o Flávio (mais tarde convencionado de Chapéuzinho Vermelho) me dizendo que estava precisando de resgate pois seu câmbio havia despedaçado. Nesse momento ele me avisou que outro MTBiker já estava apresentando problemas no Cubo dianteiro e que possívelmente teria que ser resgatado no meio do caminho.

Minha primeira tomada de decisão, decidi voltar pelo asfalto e dar assistência aos Speedeiros até o ponto de encontro da Galera, onde então eu poderia voltar pela estrada de terra e fazer um novo resgate se assim fosse necessário.

Voltei para o asfalto e segui pelo caminho que os Speedeiros iriam fazer. Logo após uma curva, os encontro parados num ponto de ônibus trocando a câmara de ar do Edy, meia hora de atraso e lá vamos nós novamente. A Silmara já havia me ligado para saber onde estávamos (e até me passou um trote dizendo que estava perdida e queria que eu fosse resgatá-la ... mas infelizmente era brincadeira dela .. risos .. )

Voltamos a pedalar e os grupos se encontraram no meio da estrada a caminho da Mogi-Bertioga. O Artur resolveu vir para o Carro de Apoio e com isso o Chapéuzinho Vermelho (vulgo Flávio) resolveu pegar a Speed novinha (uma Trek 1000) do Artur e pedalar até um certo trecho, já que a sua bike estava com o câmbio avariado.

Derepente saímos do asfalto e pegamos um atalho de uns 500m de terra, eu e o Artur no Carro de Apoio, o Artur entrou em pânico quando viu que o Chapéuzinho Vermelho sumiu com a sua Speed novinha no meio daquela buraqueira toda... risos ..

Ao entrar na Mogi-Bertioga, vejo o Edy parado com a sua Speed, não teve jeito, seu pneu rasgou na lateral e ele teve que se juntar a mim e ao Chapéuzinho Vermelho no Carro de Apoio. Descemos a -15km/h atrás do Menguelle, que não tirava a mão dos freios...

O sol nasceu, o pedal foi esquentando e paramos na Boracéia para tomar café da manhã, onde ficou o Ronaldo (o ciclista que já vinha tendo problemas no cubo dianteiro desde a serra), de lá decidimos que eu iria na frente tentar arrumar uma Bicicletaria para arrumar as Bikes do Edy (Pneu rasgado) e a do Chapéuzinho Vermelho (Câmbio quebrado), fomos voando até São Sebastião, onde paramos na JBike.

Assim que entramos no carro recebí outra ligação no celular, era o Artur avisando que o Laércio tinha sofrido um acidente e que estavam perto de Juquehy, a uns 40 km de São Sebastião. Deixamos as bikes na loja e voltamos (Eu, Edy e o Chapéuzinho) voando para fazer o resgate do Laércio. Na realidade acho que foi muito mais uma encenação para terem desculpa de pegar carona no Carro de Apoio do que própriamente um acidente, se bem que o Laércio ficou um pouco ralado... risos..

Resgate feito, fomos todos (Eu, Edy, Chapéuzinho, Laércio, Artur e Menguelle...) até São Sebastião novamente pegar as bikes do Edy e do Chapéuzinho onde tb encontramos o resto da galera.

De SãoSebá (São Sebastião) a Caraguá eu acabei pegando a Bike do Artur prá pedalar e desenferrujar as pernas, já que eu passei o tempo todo na Ranger. Foram aproximadamente 20km. E como eu era o único que estava inteiro, pude manter um ritmo bem legal.

Paramos em Caraguá para almoçar, já eram 14:00, paramos por mais 40 min e pegamos a estrada. Neste segundo trecho, entre Caraguá e Ubatuba eu peguei a bike do Edy (Cannondale R600)

:: Ed from URL @ 12:27 p.m. ::

.: segunda-feira, dezembro 08, 2003 :.

Ai ai .. de Volta a Sampa.. de volta aos problemas.... mas vamos lá .. Registrando os acontecimentos..

VIVO MTB Racing - 30/12/03

Acordei as 6:30 ansiosíssimo para pedalar, numa corrida que para mim significava o início do meu retorno ao MTB ...

Como já tinha deixado tudo arrumado no dia anterior, foi só colocar as coisas no Carro e esperar o André Vianna me ligar para nos encontrarmos no Portão Principal da USP, pois eu tinha me comprometido a dar carona a ele, já que ele mora depois de Interlagos e não tinha como ir até a prova em Alphaville.

Nos encontramos as 7:30 lá no Portão principal e fomos à corrida...

Chegando no Alphaville, depois de nos perder um pouco, avistei a tenda do CAB e estacionei o carro. Descarregamos as Bikes, as ferramentas e etc.. nos aprontamos .. a galera foi chegando .. e derepente já estavamos em 32 ciclistas ...

Às 10:30 foi dada a largada, eu saí adrenadasso .. demos a volta no quarteirão e caímos na terra, meu coração disparou, saí voando no asfalto e na terra atropelando todo mundo .. passei nas poças de lama dando banho em muitos ciclistas que estavam com medo de sujar as suas bikes .. derepente sentí meu coração pulando pela boca.. olhei em frente e uma bruta subida... já haviam me avisado dessa... por isso resolví pegar leve e subí metade pedalando e metade empurrando ..

Continuei puxando o ritmo um pouco, mas como estava totalmente fora de forma, acabei tendo um pouco de cãibras, em parte pq tb nem me alimentei direito deixando de Jantar na noite anterior... e de tomar café da manhã na manhã da prova...

A certa altura da prova desencanei de puxar o ritmo e resolví curtir a trilha, ví vários CABciclistas passando por mim, até que encontrei o Artur passando mal (isso Fuma bastante, vai .. risos .. ), fui acompanhando ele e não deixando desanimar, nos juntaram ao grupo a Cibele (do My Bike) e o Sérgio (Ciclovece), ambos tb morrendo ..

E ainda nem tínhamos chegado no meio do trajeto. Fomos mantendo o ritmo baixo .. eu despencando nas descidas e empurrando nas subidas... paramos várias vezes nas poucas sombras que encontrávamos .. passamos pelos pontos de des-"Hidratação" onde esperávamos arrumar mais água mas que a Organização deixou acabar por falta de planejamento.

Continuamos mais .. subindo e descendo.. até que terminamos o pequeno (mais hardcore) trajeto de 30km.

Resultado, cheguei em último da minha categoria, mas curtí muito a trilha e a amizade do pessoal que se uniu de forma muuuito legal ..

Essa prova foi extremamente interessante para mim, para ver que a minha condição física está uma lástima, e para ver que competir não é nada se comparado ao resultado de um trabalho em equipe destes, principalmente nas horas difíceis...

:: Ed from URL @ 5:37 p.m. ::

.: domingo, novembro 30, 2003 :.

Fora esse episódio da Graciana, não tive mais novidades, passei a semana descansando dos pedais, evitei pedalar até hoje, deixei a Cannondale a semana inteira de molho, reguladinha e pronta para a Corrida do domingo (Vivo MTB Racing).

Hoje eu fui pedalar com a GTzinha, depois de um longo tempo sem dar umas voltinhas com ela.

Essa semana eu troquei os pneus dela, tirei os Semi Slicks Ritchey SpeedMax 1.9(são pneus quase lisos, com cravos laterais para poder andar em estradas de terra batida ou asfalto) e coloquei os pneus de cravo Maxxis Helter Skelter 2.35 (pneus largos para terra, com cravos grandes, pesados e não muito indicados para asfalto), coloquei novos discos de freio, mais furadinhos, que garantem uma freada melhor, pois ventilam mais e limpam melhor as pastilhas no caso de lama ou ambientes molhados.

Troquei tb a mola da Suspensão, pois como engordei muuuuuito nestes ultimos meses, a suspensão ficou mole demais, chegando a bater no final do curso várias vezes em rolês mais radicais. Coloquei um novo canote (thomsom elite) e selim Velo Plush, além de ter colocado a mesa (Peça que fixa o Guidão à Caixa de Direção) Aerotech por outra Tioga Cube para DH (DownHill, estilo de ciclismo onde vc só desce os morros, pulando e fazendo manobras mais radicais, portanto as peças são em geral mais robustas e pesadas que as normais.. )

Resultado, a GTzinha ficou beeem mais pesada, porém muito mais gostosa de se pedalar, aguentando qualquer brincadeira em escadarias ou barrancos mais radicais.. ela tá parecendo um tratorzinho (ou uma moto de trail) agora.. risos ..

Bom, agora vou dormir e me preparar espiritualmente prá Competição de amanhã... Vivo MTB Racing.. lá vou eu .. não vou prá ganhar, mas sim prá saber como está meu ritmo em relação aos outros .. depois de um ano sem pedalar direito ..

:: Ed from URL @ 12:40 a.m. ::

ok ok ... a Semana acabou e eu aqui em casa ... num sábado de temperatura amena ... cheio de eventos sociais e baladas....

Vamos lá às notícias da semana ...

- Cicloturista Graciana Francisconi

Você acredita em destino? ou que nada é por acaso?

Terça-feira, 25 de novembro, voltei mais cedo para casa, peguei a minha GTzinha coloquei no carro e fui em direção ao Tao do pedal com o objetivo de levá-la para fazer alguma manutenção básica.

No final da Rod. Raposo Tavares eu sempre tenho o costume de fazer um desvio e ir por dento em direção à Ponte da Cidade Jardim. Mas neste dia eu tive a vontade de ir reto até o final da Raposo Tavares e ir pelo Jóquei.

Parei na primeira fila do primeiro farol da Rod. Raposo Tavares e derepente me cruza uma senhora de bike com alforges ( aqueles suportes e malas para cicloviagem ) e algumas malas carregadas, aparentando vir de longe. A esta altura já eram 16:00 e eu, muito curioso por querer saber um pouco sobre a aparente viagem dela, resolví pará-la para conversar um pouco.

Desviei meu caminho, parei em frente a ela e puxei conversa. Conversa vai, conversa vém, ela (Graciana Francisconi, não perguntei a idade, mas me pareceu ter algo por volta dos 50 anos) me contou que é de Porto Alegre (RS), foi a Natal (RN) e estava voltando para Gravataí a tempo de passar o Natal e as festas de fim de ano com a filha Melissa (23 anos).

Perguntei onde ela iria dormir esta noite, já que o dia estava acabando, ela me disse que iria montar sua barraquinha na beira da BR 116. Acabei ficando com pena dela, e perguntei se ela não queria passar a noite em casa. Liguei para a minha mãe avisando que ela passaria a noite em casa e tal e, dado o ok por parte da minha mãe, trouxe ela para casa.

Chegando em casa, descarregamos as malas da bike dela, coloquei no carro e levei ela e a Bike para a loja "O Tao do pedal", pois já que eu ia fazer uma revisão na minha bike, não custava nada dar uma geralzinha na bike dela.

Na loja, deixei a minha bike de lado, e pedí a Ronaldo que fizesse uma revisão rápida na bike dela. O pessoal da loja (Christian, Plínio e Ronaldo) adorou a visita dela, uma senhora muito simpática, e acabaram fazendo uma revisão rápida de graça (já que ela não tinha muito tempo), deram a ela um selim novo (pois o dela estava quebrado), um jogo de roupas de ciclista (Bermuda e camiseta), e o Ronaldo ainda a ensinou a trocar pneu.

Corrí para casa de volta, pois tinha marcado uma reunião com o Hilton para conversarmos sobre o futuro da Hai-net. Com estes imprevistos, o trânsito e tal acabei chegando em casa por volta das 21:30, meia hora atrasado e o Hilton já tinha ido embora.

No caminho ela me contou muitas das suas histórias de vida, o que me fez ficar morrendo de inveja da coragem e jovialidade desta senhora. Coragem de largar tudo, todas as ambições e seguranças financeiras ou físicas, em prol de um ideal de vida. Ela estava viajando desde Abril e conheceu quase todos os estados do Brasil, sem qualquer encanação da vida cotidiana.

Foi assaltada em Itabuna, onde a deixaram com a bike, a Barraca e a roupa do corpo, e mesmo assim ela não desistiu de prosseguir viagem ou tentar alcançar seu objetivo, por mais difícil que este tenha se tornado, vivendo um dia atrás do outro, sem dinheiro ou perspectivas de ter comida, um lugar para dormir ou tomar um simples banho.

Chegando em casa, deixei meu quarto a disposição para ela dormir, e fui dormir no quarto da minha maninha. Indiquei onde ela poderia tomar banho e enquanto ela tomava banho, encomendei uma Pizza e arrumei a cozinha para que ela pudesse jantar.

Enquanto a pizza não chegava, e ela não saia do banho dela, fui tomar o meu banho no outro banheiro, arrumei as camas e a casa.

Assim que ela saiu do Banho, a convidei para comermos a Pizza e tomarmos um suco, pois como ciclista eu presumí que ela estava precisando de massa (Carboidratos) e de hidratação, e ela delirou com a refeição, o Banho, e mais tarde, com a noite de descanço. Acredito que na viagem toda ela não teve um tratamento (revisão da bike e dela), um descanço e uma refeição tão descente, apesar de não ser muito o que eu pude oferecer a ela.

Depois de batermos mais um papinho, fomos dormir, já que ela tinha a idéia de acordar as 04:00 para começar a pedalar novamente.

04:00, acordei, minha mãe tinha feito um café da manhã reforçado e separado algumas comidas prá ela, fomos tomar café da manhã, ela arrumou as coisas, guardou as novas comidas e nos colocamos a caminho da BR.

Eu fui de Corsa escoltando-a e mostrando o caminho até a BR 116 (Rod. Régis Bittencourt).

E assim acabou a minha convivência relâmpago com uma cicloturista soitária, onde tive a oportunidade (e a benção) de aprender muito com as conversas que tivemos, me sentí muito útil, e feliz por ver que ainda existem pessoas como ela, que deixam os problemas e as ambições da sociedade para tocar um projeto de vida por um ideal.

Neste atual momento ela deve estar chegando a Curitiba e eu aqui, em Sampa preso ao cotidiano e sonhando em um dia criar coragem para tentar alguns projetos parecidos com o dela.

Falando em cicloturismo, acho que daqui a umas 2 semanas chega o Daisuke Nakanishi, um ciclo-turista japonês que está dando a volta ao mundo e que passará por Sampa tb ... e tb ficará hospedado aqui em casa por um tempinho.

:: Ed from URL @ 12:01 a.m. ::

.: segunda-feira, novembro 24, 2003 :.

Bom.. finds acabando .. é hora de voltar ao cotidiano .. eca..

Ontem (sábado) não fiz nada de interessante.. trabalhei de manhã.. de tarde deu um pulinho no Alberto Gato (www.albertobicicletas.com.br) para pegar a minha GTzinha... agora com pastilhas de freio novas, regulagem perfeita... e .. um canote Thomson Elite novinho em folha..

Na janta o Claudio Sampei e a Chris Haru vieram em casa comer uma pizza.. e ficamos conversando até 2:00 ... fui dormir por volta das 3:00...

Bom Jesus dos Perdões - Trilha Light 23/11

Hoje (Domingo) acordei as 6:30... arrumei as minhas coisas para ir pedalar com a galera do CAB em Bom Jesus dos Perdões, fiquei esperando minha amiga Adriana Watanabe novamente até as 7:50, quando então fomos encontrar com a Janette e o Saulo no Dogão do Parque Villa Lobos para prosseguirmos até o ponto de encontro (Posto de Gasolina do Tunel da Mata Fria na Rod. Fernão Dias)

Bom, como de costume, fomos encontrando a galera pela estrada e quando fomos ver, os dois carros (eu e o Saulo) se tornaram 8...

Iramaia, Xuxa, Saulo Belter, Jane, Adriano, Glau, Raul, Saulo2, eu, Adriana, Glauco, Flávia, Fábio, Valmir e cia.,... no total, uns 15 bikers... deixamos os carros atrás da Igreja de Bom Jesus dos Perdões e eu fui eleito por livre e espontânea pressão, Navegador do Grupo. Peguei a minha planilha, minha pranchetinha campeã do Raid Kaipira 2002, e lá fomos nós... Infra estrutura 10, estávamos com mais de 8 rádios Talk About... mas que foi um saco foi ... tinha gente que não parou de falar o tempo todo no rádio .. afff...

Com um dia fantástico para se pedalar, seguimos pela cidade e caímos numa estradinha de asfalto, logo nos primeiros 2,5km o primeiro incidente, o Saulo Belter (Amigo da Jane) tomou um capote feio com a sua Scott Fx 20.

Nesta hora eu já estava a 0.5 km a frente dele e fomos avisados por um carro que passou por nós, dizendo que um ciclista tinha caído, marquei o ponto onde parei na estrada, a quilometragem do CicloComp. e voltei até o local do incidente, neste momento a Iramaia e a Jane já estavam cuidando dele. Por sorte o capacete cumpriu a sua função e ele só teve escoriações leves, caso contrário, provávelmente hoje estaria com traumatismo craniano, em coma ou algo parecido.. Pelo menos é o que dá prá imaginar pelo estrago no capacete Giro..

Mais algum tempo e ele já havia se recuperado, recobrado a memória e tal, nos colocamos a pedalar novamente. Planilha atualizada, diferenças anotadas e calculadas, lá vamos nós novamente...

Mais a frente, com 6km de pedal, numa subida forte, ouvímos pelo rádio que o Glauco e o Saulo haviam parado pois a gancheira do Saulo havia se danificado na queda, tentamos arrumar, mas foi inútil, a trilha acabou mais cedo para ele. O Saulo voltou empurrando a bike até o carro e nós continuamos, chateados pelo acontecido com ele.

Nesse momento passaram por nós cerca de uns 10 Nissans, entre X terra e Frontiers, pedímos carona para ver se eles podiam levar o Saulo de volta ao carro ou pelo menos perto do carro, mas a única coisa que eles fizeram foi acelerar mais ainda para nos fazer comer poeira literalmente. Eu até que gostava dos carrinhos da Nissan, mas sinceramente, depois dessa atitude egoísta, vou pensar 10 vezes antes de comprar algum carro deles. Não quero a minha imagem vinculada com esse tipo de atitude ...

Bom, continuando o pedal, subimos mais ainda até o Bar da Cachoeira onde o resto do pessoal nos aguardava tomando banho na Cachoeira.. depois de uma parada de mais 30min .... continuamos subindo .... até chegar num mirante de onde se podia ver Nazaré Paulista.

Como dizia na planilha "ATENÇÃO Descida forte, desça com cuidado !", começamos a descer, eu e o Adriano na frente, soltamos os freios e descemos voando....uma descida forte com muito cascalho solto... perigosa e técnica, mas que deu muita adrenalina .... mais um pedalzinho em reta e uma nova descida, desta vez mais forte ainda, o Saulo2 saiu na nossa frente, o Adriano em seguida e eu, acabei soltando os freios novamente, passei pelo Adriano e a sua Scott FX3 e o Saulo com a sua Volare, batendo 66km/h ... numa terceira descida, quase passei reto num barranco e acabei parando nele prá avisar o pessoal que vinha atrás para diminuir a velocidade... prá variar, na hora de voltar a pedalar, caí parado mais uma vez por causa do maldito SPD...

Nesse momento, já tínhamos passado da metade do pedal e já estávamos voltando ao local de estacionamento. Mais a frente paramos novamente por meia hora num barzinho, onde fomos muito bem tratados e pudemos recuperar as nossas energias.

Um pouco mais adiante caímos no asfalto e entramos de volta na cidade de Bom Jesus dos Perdões. Concluímos o pedal "light" por volta das 15:30.

Resultado:
- 4 Pneus furados;
- 1 óculos perdido;
- 1 tombo feio (e um besta);
- 1 Gancheira quebrada;
- 1 capacete detonado (e uma vida salva);
- 26,50 km pedalados.

:: Ed from URL @ 12:19 a.m. ::

.: sexta-feira, novembro 21, 2003 :.

Hoje é sexta feeeiraa... TGIF !!!!! ...

Well... Vamos falar de Quarta-feira..

Quarta-feira, eu voltando de um dia cansativo de trabalho... pensei com meus botões " Preciso Desestressar !!!!" e me lembrei que teríamos 2 pedais interessantes ... um com a galera do Tao do Pedal (www.otaodopedal.com.br) e outro com o Pessoal do CAB (www.cab.com.br)...

Estava eu morrendo de vontade de pedalar, mas, como todo bom ciclista Internauta, estava morrendo de preguiça de ir até o Ipiranga me encontrar com o pessoal do CAB. Claro, como o Tao do pedal fica mais perto de casa, liguei para eles para saber qual seria o trajeto e que horas eles estariam saindo.

Segundo o Chris (Christian Anderson, sócio do Plínio na loja O tao do Pedal), o pedal desta noite seria um pedal de mais ou menos 30km, num ritmo moderado, saindo da Loja (O Tao do Pedal), indo até Tucuruvi e voltando.

O pedal da Galera do CAB seria um pedal de mesmo estilo, ritmo moderado, 30km, mas saindo do Ipiranga e passando por pontos turísticos da Cidade de Sampa.

Resultado, a preguiça falou mais alto e eu escolhi ficar pelo Tao do pedal.

Saimos da Loja por volta das 22:00 (na região da Cidade Jardim x Faria Lima Nova), estávamos em 14, subimos pela Rua Amauri, pegamos um trecho da Av. 9 de julho, cortamos para dentro do Jardim Europa pela R. Alemanha, passamos atrás do Esporte Clube Paulistano e subimos em direção à Av. Paulista pela Al. Campinas (a esta altura eu estava começando a aquecer, e como sempre, achei que não conseguiria subir tudo sem parar, pois esse período de aquecimento é o mais crítico da pedalada, but I`ve made it ...), passando ao lado do Parque Trianon e pegando a Av. Paulista.

Num destes faróis o Cabelo (outro ciclista maluco, cabeludo, que pedalava numa Caloi Aspen sempre na corôa maior) parou a bike e, não conseguindo soltar o pé do FirmaPé, acabou caindo pro lado direito, lado este em que eu estava acabando de chegar, resultado, caiu ele, eu e o Boy (Boy é outro ciclista xarope, bombado)... um verdadeiro Dominó ciclístico, imagina a cena, ele caindo de maduro prá cima de mim, e me derrubando em cima do Boy... sem comentários.. segundo tombo que eu tomo por causa do pedal em menos de uma semana, acho que isto está se tornando uma commodity.. credo..

Fizemos uma pequena parada em baixo do MASP, onde o Eric veio a se juntar ao nosso grupo de 14 ciclistas, e prosseguimos até a Rua Bela Cintra, onde descemos em direção ao Centro até o final, virando à esquerda e passando em frente ao Mackenzie. Ao passar em frente do AP do Odir , na Bela Cintra,dei um Berro que deve ter acordado a vizinhança inteira, menos o Odir (Odir, ou OgrOdir / TroglOdir/ etc.. é um advogado que participa das listas de discussão sobre bikes que eu tb participo.. por sinal muito gente boa.. ) .. risos .. "AEEEEEE ODIIIIIIIIIIIIIIIIIIRRRR !!!!" .. assustei todos e fui embora... ehehehe ..

Prosseguimos pela Higienópolis, descendo uma travessa (Dr. Albuquerque Lins) até o Elevado Costa e Silva, onde aceleramos até a saída do Centro. Descemos do Elevado, prosseguimos pelo centro velho, neste momento eu liguei pro Sérgio (mentor e cabeça do CAB) e ele me disse que eles estavam descendo a Augusta em direção à Praça da Sé.

Fui falando no telefone com o Sérgio e pedalando pelo Centro velho, passando pela Estação da Luz e Parque da Luz.. e como eles estavam muito para trás resolví prosseguir com o pessoal do Tao. Continuamos pela Av. Tiradentes, Praça Campo de Bagatele, subimos a Av. Voluntários da Pátria até um trecho, pegamos a Av. Cruzeiro do Sul.

Seguímos pela Av. Conselheiro Moreira Barros até cairmos na Av. Eng. Caetano Álvares, onde começamos nosso caminho de volta, acelerando o ritmo mais uma vez até a Ponte do Limão. Atravessamos a ponte, passamos em frente ao Shopping West Plaza, Parque Antártica, pegamos a Av. Sumaré, aceleramos o ritmo (êta subidinha chata essa da Sumaré, ainda mais na volta... ), o Plínio (sócio do Chris na loja O tao do pedal) começou a sentir cãibras e o Tuta (avaliador físico de academias e ciclista nato... acho que ele nasceu com a sapatilha grudada no pé, tipo do cara que nunca dirigiu e nem faz questão de ter outro meio de transporte fora a bike, que aliás ele tem mais de 8.. ) deixou o grupo para prosseguir de volta pro ap dele no Higienópolis, descemos voando pela Av. Henrique Schaumann.

Prosseguímos um trecho pela Av. Brasil, entrando a direita na rua Guadalupe, cortamos por dentro do Jardim Europa até cairmos de volta no Tao do pedal, onde o carrinho de Churrasquinho do "Seu Valmir" nos esperava como se fosse um Oásis... uma miragem .. com direito a Suquinho de Tamarindo e Churrasquinho da melhor qualidade (pelo menos na hora da fome e sede...)

Ficamos por ali mais um tempo, jogando papo fora e matando as lombrigas até por volta da 01:15...

Esse pedal foi uma conquista para mim. Uma conquista de auto confiança pois eu me julgava incapaz de completar um percurso desse tamanho e com esse ritmo por enquanto, pelo fato de ter me afastado do pedal por quase um ano e por medo de voltar a sentir dores no joelho. No total foram quase 45km.. em pouco mais de 2h..

Próximos pedais:
- Pedal Light Domingo em Bom Jesus dos Perdões,
- e no dia 30/11... VIVO MTB Racing !!!

:: Ed from URL @ 9:35 a.m. ::

.: terça-feira, novembro 18, 2003 :.

Olha que revoltante...

Fusca atropela e mata dois ciclistas
Marco Antônio Sapia

O engenheiro italiano Alexandre Vitelli, de 30 anos, e o estudante José Luiz Zampieri Júnior, de 23 anos, morreram ontem no Hospital São Vicente, após serem atropelados no acostamento da rodovia dos Bandeirantes, em Jundiaí.

Eles andavam de bicicleta quando foram atingidos pelo fusca marrom, CZK 8176, de São Bernardo do Campo, dirigido pelo aposentado Luiz Bravi, de 71 anos. As vítimas eram ciclistas profissionais e estavam treinando no momento da colisão. Tanto Vitelli como José Luiz sempre praticavam na rodovia dos Bandeirantes e, para isto, usavam todos os equipamentos de segurança, inclusive capacetes. O cronômetro do italiano, aliás, acusava apenas seis minutos de treinamento quando foram atingidos pelo carro.

O acidente foi testemunhado por um terceiro ciclista, Luís Otávio Donatelli Duarte, 31 anos. Ele contou no plantão policial de Jundiaí que o fusca invadiu o acostamento repentinamente, atingindo Vitelli e José Luiz. Ambos foram levados para o Hospital São Vicente.

O engenheiro não resistiu aos ferimentos e morreu minutos depois de dar entrada. José Luiz resistiu até às 16 horas. Ambos sofreram traumatismo craniano.

De acordo com o boletim de ocorrência de homicídio culposo, o atropelamento aconteceu no quilômetro 67, na pista capital-interior, por volta das 8 horas. O carro e as bicicletas seguiam no mesmo sentido. O engenheiro estava com uma bicicleta da marca Scott, cor prata, modelo USA Estrada. Já a bicicleta do estudante era uma Cannondale amarela, modelo R 2000SI.

O caso chegou ao plantão quatro horas mais tarde.

O motorista do fusca viajava com a esposa, Maria Luiza Bravi, de 73 anos, no momento do atropelamento. O casal mora na cidade de São Bernardo do Campo. Na delegacia, Luiz Bravi contou que bem antes do pedágio já havia separado o dinheiro, entregando-o para a mulher. Porém, ele sentiu vontade de urinar e decidiu parar no acostamento. O acidente aconteceu neste momento, com o fusca atingindo os dois ciclistas. Luiz Bravi disse ao patrulheiro rodoviário Pinheiro que não havia carros à sua frente e que não viu os ciclistas no acostamento.

Quando o policial chegou para atender a ocorrência, as duas vítimas ainda estavam no acostamento. A equipe de resgate do Corpo de Bombeiros chegou minutos depois.

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Meus comentários ..

Para quem não conhece a Rodovia, a Bandeirantes é, se não a melhor, uma das melhores Rodovias do Estado de São Paulo, tanto em qualidade de atendimento e infra-estrutura quanto em qualidade de asfalto e pavimentação. No trecho do ocorrido ela tem 3 faixas em cada pista, um canteiro enoooorme separando as mãos e um acostamento impecável.

Esse link (http://www.autoban.com.br/sitenovo/scripts/imagem.asp?Camera=123)
mostra as condições de um trecho muito próximo do ponto do acidente.. (a câmera se posiciona no km 70 e o acidente ocorreu no km 67...)

Quanto à infra-estrutura da rodovia, aproximadamente no km 60 existe um Posto SAU (Serviço de Auxílio ao Usuário), extremamente limpo e bem equipado (geralmente com 1 ou duas viaturas de Assistência de prontidão, paramédicos, mecânicos e etc...), onde por várias vezes eu parei para tomar água, ir ao banheiro e descansar de pedaladas.

Portanto, NÃO havia a necessidade do motorista parar no acostamento para fazer as "necessidades" sendo que a 7 km adiante ( 6 min andando a 70km/h ) existia um banheiro civilizado...

As 8hs da manhã, vindo do interior para São Paulo, teóricamente ele pegaria o sol de frente, mas nesse dia o céu estava nublado, neste exato momento eu estava indo em direção da Trilha de Nazaré Paulista e pude perceber que estava um clima fabuloso para se pedalar, nublado e bem ameno. Portanto o motorista não poderia estar ofuscado pelo sol a ponto de não enxergar os ciclistas.

O Serviço de Assistência ao Usuário é exemplar, ao menos quando se trata de ciclistas, sendo que eu e meus amigos já acionamos os mesmos algumas vezes, seja por motivo de quebra mecânica ou física, onde eles atenderam os ciclistas prontamente.

Sinceramente, eu não entendí o real pq deste acidente.. Agora, mesmo se estes ciclistas tivessem sobrevivido ao acidente este motorista irresponsável já estaria perdido, pq com certeza a soma dos valores das bikes já seriam maior que 10 vezes o valor do Fusca..

:: Ed from URL @ 11:33 p.m. ::

.: domingo, novembro 16, 2003 :.

Pedal em Nazaré Paulista

Mais uma vez fizemos a Trilha de Nazaré Paulista, fomos eu, Rogério (que acaba de fazer o Caminho do Sol totalmente alone...), Adriano Dias, Glaucilene, Glauco e Flávia. Nos encontramos na Marginal Tietê e prosseguimos em coboio até Nazaré Paulista.

No caminho cruzamos dois caminhões do Exército transportando Tanques de Guerra, e na trilha, como eu era o guia, além de comer várias teias de aranha, tive a oportunidade de ver uma Cobra Coral (não se se era verdadeira ou falsa), que estava tomando sol no meio da trilha. Fora estas surpresas, foi uma trilha bem light, com ritmo super moderado, mas mesmo assim muito boa pelo fato do clima estar ameno e a galera beeeem mais fora de forma que eu .... risos ..

Detalhe deste pedal, tomei mais um tombo besta por causa do Taquinho (SPD - Trava usada nos pedais e na sapatilha, com objetivo manter os pés travados e obter um maior desempenho e controle da bike... teoricamente deveria se soltar nos momentos de apuros...)


- Olha isso, caí feito uma Jaca ... não perca a sequência de fotos do meu tombo em SlowMotion que o Adriano tirou .. clique aqui... picture by Adriano Dias

Voltando para São Paulo, resolví dar uma parada no Parque Ibirapuera prá pedalar mais um pouco, já que o pedal de manhã tinha sido light.. pedalei mais 2h em ritmo acelerado e voltei prá casa...

De noite tive uma pizzada com o pessoal das listas de discussão que vieram de fora de Sampa prá ver a Adventure Sports Fair.. foi bem legal prá conhecer a galera..

Esse foi um Sábado com cara de domingo...

PS: Para ver as fotos que o Adriano Dias tirou do pedal, clique aqui...

:: Ed from URL @ 1:54 p.m. ::

Quarta feira, dia 12, fomos na Adventure Sports Fair, sinceramente achei a feira muito fraquinha, mas acho que é por causa da economia nacional que anda péssima, tão parada quanto água de pneu, aliás, nossa política anda criando tantos sangue-sugas quanto essa água toda parada criando pernilongos...

Voltando novamente ao assunto, nessa feira tive oportunidade de conversar um tempo com o Tinker Juarez, um cara muito simpático, simples e prestativo. Fora que ele nem parece a máquina de pedal que ele realmente é. O cara conseguiu dar umas 10 voltas em cima do segundo colocado na categoria Solo do MTB 12. Fenomenal.

Bom, falando nas bikes, como sempre, fiquei gamado nas obras de arte que eles fabricam.

Fora o Stand da Cannondale, outros Stands que me chamaram a atenção foram:

- Caloi, me surpreendi pela melhoria de qualidade nas bikes nacionais, principalmente uma bike protótipo chamada de Neo, que disseram estar programada para ser lançada no segundo trimestre do ano que vem ao preço de uns R$ 6.000,00;

- O Planador do Aeroclube de Tatuí, que ficou exposto numa posição privilegiada, logo na entrada da Feira;

- A área de TestDrive da Toyota, uma mini-circuito Indoor de Offroad;

- Waldemar Niclevitz, expondo seus projetos e feitos;

Minha opinião sobre a feira.. Assim como o Salão das Duas Rodas, a COMDEX e outras feiras que fui nesse ano, achei a Adventure Sports Fair 2003 muito mais fraca que nos anos anteriores, talvez por culpa da crise econômica mas tb pela falta de organização das feiras e profissionalismo do mercado.

OBS: Achei um absurdo tb, não ter Infra-estrutura para acomodação de bicicletas, tanto na 2 Rodas quanto na Adventure Sports Fair, sendo que as duas feiras, teóricamente, deveriam prezar por este meio de transporte.

:: Ed from URL @ 10:56 a.m. ::

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